C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
ZÊNITE Sonetos 07/03/07 15
ANJO MENINO (João Hélio - morto aos 6 anos) Sonetos 11/02/07 54
TEUS PÉS... Sonetos 08/02/07 32
INFERNO AZUL (parabéns, orkut) Sonetos 06/02/07 43
AMOR FLUENTE... Sonetos 01/02/07 20
SONHO DOURADO... Sonetos 27/01/07 31
ÚLTIMO SUSPIRO... Sonetos 25/01/07 16
ACORRENTADO... Sonetos 24/01/07 13
A PORTA Sonetos 22/01/07 22
AMOR SECRETO Sonetos 21/01/07 61
ALMAS INVEJOSAS Sonetos 21/01/07 34
FANTASMAS Sonetos 20/01/07 15
ÚLTIMO ATO Sonetos 19/01/07 18
DELÍRIOS... Sonetos 18/01/07 33
TEU BEIJO... Sonetos 17/01/07 43
CICLONE Sonetos 16/01/07 15
TRANSCENDENTAL Sonetos 15/01/07 25
PASSAMENTO... Sonetos 14/01/07 24
MERETRÍCULA Sonetos 13/01/07 17
PÓ AO PÓ! Sonetos 11/01/07 18
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