C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


TEUS PÉS...

Suaves pedestais que seguram a imagem
Sublime e graciosa por Deus esculpida...
Teus pés tocam a flor da terra prometida
A cada vez que o teu glamour pede passagem.

E eu fico a navegar na densidão das brumas
Sentindo teu calor em toques maliciosos
Quando os teus pododáctilos libidinosos
Deslizam sobre mim por baixo das espumas...

Perfeita orquestração - Meus órgãos te acompanham,
Os meus sentidos seguem os teus, que se assanham
E acoplam meu calor ao céu do teu convés...

Do olhar vem teu sinal, com o meu te sinalizo
E o meu beijo te sela o canto do sorriso,
Lacrando-se também na planta dos teus pés...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 08/02/2007
Alterado em 26/01/2008


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras