C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

ZÊNITE

Tua progesterona que me faz tremer
E essa boca suculenta e afrodisíaca
Transporta-me pra ipuã paradisíaca
Do acme sereno que me faz gemer...

E nesse encaixamento do ápice incomum
Ninguém nos surpreende, estamos a sós
E enquanto nossas línguas dão-se vários nós
Entramos um no outro e nos tornamos um...

E o cheiro dos hormônios nos lençóis deixados
Serão diversas vezes por nós inalados
Nesse cenário orgástico silencioso...

Onde os pudores dão lugar às emoções
E as nossas almas chegam a ter convulsões
Perdidas nos delírios da febre do gozo.

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 07/03/2007
Alterado em 26/01/2008


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