C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


AMOR FLUENTE...



Ao encontrares novas chamas e canduras

Que façam teu olhar brilhar constantemente...

Entregues-te à magia que se faz presente,

Esqueças-te das vãs e frias aventuras...



E regues essa flor com mimos e "verdades",

Tratando com ternura a paz que te foi dada...

Fazendo-te lavar a alma magoada

Nos térmicos riachos das felicidades...



Não deixes te levar pela beleza externa!

Mergulhes de cabeça na magia interna,

E escales Ás virtudes plagiando o "tamo"...



E faças desse amor o único que existe;

- Pois nem o infortúnio deixar-te-á triste,

- E nem "falsos" amores, dir-te-ão: "te amo".


Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 01/02/2007
Alterado em 26/01/2008


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