C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
SONETO DO AMOR EM VÃO... Sonetos 08/05/07 48
SEGREDOS Sonetos 07/05/07 51
DE VEZ EM QUANDO... Sonetos 06/05/07 30
INSANOS Sonetos 03/05/07 4
TEUS SONHOS Sonetos 02/05/07 55
PURGAÇÃO Sonetos 01/05/07 11
PRA SEMPRE... Sonetos 28/04/07 53
A DAMA E O PLEBEU Sonetos 27/04/07 161
ÚLTIMA LÁGRIMA... Sonetos 22/04/07 42
SE SUMIRES... Sonetos 21/04/07 49
A DEUSA DO AMOR... Sonetos 21/04/07 44
DILEMA Sonetos 19/04/07 26
CONVULSÃO Sonetos 12/04/07 29
QUANDO EU SENTI QUE ESTAVA TE PERDENDO... Sonetos 11/04/07 57
INSANO AMANTE... Sonetos 07/04/07 36
AMOQUE Sonetos 30/03/07 19
MEU VÍCIO... Sonetos 20/03/07 36
O NÁUFRAGO Sonetos 10/03/07 18
O NÁUFRAGO Sonetos 10/03/07 11
TEU BEIJO... Sonetos 09/03/07 57
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