C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

INSANOS




Os mesmos lábios doces que destilam mel

Em ósculos lascivos sob o edredom,

Por muitas vezes troca o aroma do batom

Pelo asqueroso gosto fúnebre do fel...



E a mão que acaricia o corpo que a consome

Em tons animalescos lhe arrancando a blusa...

Aponta-me defeitos, acena e me acusa

De coisas que eu prefiro nem citar o nome...



E é essa doidivanas que quando me chama

Eu puxo seus cabelos, lhe atiro na cama

E arranco do seu “eu” os últimos gemidos...



Sentindo nossos corpos tremulando e aos poucos

A vizinhança acorda com os gritos dos loucos

Que só deixam de urrar na perda dos sentidos...



(Nizardo)

Direitos autorais.

Xeroooooooo[:P]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 03/05/2007
Alterado em 27/04/2008


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