C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


QUANDO EU SENTI QUE ESTAVA TE PERDENDO...
O desespero foi me abservendo, Bebi "cicuta" em tua negra taça! Senti na pele o frio da desgraça, Quando eu senti que estava te perdendo... Até o sol de mim foi se escondendo E por um mar de dores fui tragado... Fiquei completamente angustiado Quando eu senti que estava te perdendo... Mas, "c'est la vie"... O mundo não perdoa E mesmo hoje eu me encontrando à-toa Eu vejo a luz do amanhã me vendo... Vou me doar pra me esquecer da dor, Pois eu deixei de proclamar o amor Quando senti que estava te perdendo... (Nizardo Wanderley) Poesia registrada. Xerinho. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 11/04/2007
Alterado em 26/01/2008 Comentários
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