C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


SONETO DO AMOR EM VÃO...
À sombra magistral do célere crepúsculo Repousa a soluçar na solidão infinda Um féretro insepulto que lamenta ainda A perda irreparável de um amor maiúsculo... Seu pranto se mistura aos vários oceanos! E as lâminas agudas de adagas mortais Retalham corações com golpes viscerais Doando sua carne aos vermes soberanos... É mais um rompimento nessa escada mística Que soma e fortalece a fúnebre estatística Das malhas que entrelaçam âmagos feridos... Dos pobres que se doam em fétidas paixões, Com os lábios que se mordem nas recordações Dos tétricos amores não correspondidos... (Nizardo) Direitos autorais. Xeroooooooo.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 08/05/2007
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