C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


INSANO AMANTE...

Eu sinto falta dos profundos beijos
E dos afagos doces que eu senti...
Sonho com cada noite que dormi
Aconchegado pelos teus desejos.

Lençóis jogados ao redor da cama...
Cheiro de amor, lembranças cruciais
Da tua boca que eu não tenho mais
A sussurrar jurando que me ama...

Mas como haver amor tão esquisito?
Nunca te vi e nem também fui visto!
Como explicar o que da mente emana?

- Ou me encantei com tua formosura...
- Ou me tornei escravo da loucura...
- Ou me afoguei numa paixão insana...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 07/04/2007
Alterado em 26/01/2008


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