C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

SEGREDOS




Livrei-me da armadura e dei adeus ao medo

De me entregar a um novo amor, nova ternura...

Pois tua ardente chave abriu a fechadura

Do cofre-forte onde eu guardava o meu segredo.



Despi-me expondo em poucas linhas e palavras

Ditadas sorrateiramente em teus ouvidos

Em lúdicos monólogos, ora extraídos

Das minhas mais profundas e obscuras lavras.



E enquanto eu existir, que em mim nunca se finde

A fome de zelar tão valorado brinde

Me dado pelos céus (e nem sei se mereço)



E hei de alimentar com todo meu carinho

Teu vulto que alumia meu sombrio caminho

Em troca desse amor (tão irrisório preço)



(Nizardo)

Direitos autorais.

Xerooooooooo.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 07/05/2007


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