C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

PRA SEMPRE...


Quando eu escuto alguém falar em ti - Meu tudo!
Ou simplesmente sinto a angelical fragrância
Que poisa sobre a tua derme de veludo...
Eu perco o prumo, o rumo, o tino e a consonância!

A mágica nos veio junto àqueles beijos
Ardentes, fulminantes, doces e regados
Ao molho das paixões na ceia dos desejos,
Servidos no banquete dos apaixonados...

E quando a mocidade se afastar de nós,
Fiquemos dois velhinhos relembrando a sós
Do céu que nós vivemos, isentos do inferno

Sentados e abraçados num belo jardim
Eu debruçado em ti e a tua mão em mim
Mostrando à mocidade o que é amor eterno...

(Nizardo)
Direitos autorais.
Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 28/04/2007


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