C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ÚLTIMA LÁGRIMA...
Escorre em minha face a gota derradeira Que levará consigo “um resto” do que sinto E descaradamente pra mim mesmo eu minto No intuito de tapar o sol com uma peneira... Descerá pela boca que tanto beijaste Percorrendo esse corpo que também foi teu Levando em seu teor o amor que hoje morreu No hall do coração que tu tanto pisaste... E atravessando ruas, bosques e avenidas, O amor que tanto enalteceu as nossas vidas Evaporar-se-á sob os raios solares... Sem nada que o socorra como antes faziam As nossas suculentas bocas que se uniam E o restabeleciam com os nossos olhares... (Nizardo) Direitos autorais. Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 22/04/2007
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