C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
SONHO DOURADO... Poesias › Amor 27/01/07 44
ÚLTIMO SUSPIRO... Poesias › Amor 25/01/07 36
A FUGA... Poesias › Amor 24/01/07 28
ACORRENTADO... Poesias › Amor 24/01/07 31
DOAÇÃO... Poesias › Amor 23/01/07 30
UM AMOR PREJUDICADO... Poesias › Amor 09/01/07 55
TELA FRIA... Poesias › Amor 08/01/07 36
GLOSA Poesias › Amor 07/01/07 23
O BÁLSAMO DA VIDA Poesias › Amor 05/01/07 41
ORGULHO... Poesias › Amor 04/01/07 44
PROCURA-SE... Poesias › Amor 28/12/06 59
RETROSPECTIVA Poesias › Amor 26/12/06 28
ESSA DISTÂNCIA... Poesias › Amor 25/12/06 144
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