Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

A FUGA...




Travam-se muitas vezes batalhas inúteis

No vasto interior sinistro e claustrofóbico,

Submergindo o “eu” carente e hidrofóbico

Nos mar mediterrâneo dos amores fúteis...



E o descontentamento é público e notório

Na reciprocidade do amor que não sentem...

Amam-se com as bocas, mas os olhos mentem

Na escuridão do orgasmo insosso e transitório...



Não há como fugir da fortaleza erguida

Em volta do que um dia se chamou de vida,

Quando essa era vivida em pompa e onipotência...



E cumpra-se a sentença em pavilhões de dores;

Veladas com as  lembranças de antigos amores,

Na pedra tumular que lacra a consciência...



(Nizardo)

Poesia registrada

Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 24/01/2007


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