C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


UM AMOR PREJUDICADO...
MOTE
UM AMOR PREJUDICADO PREJUDICA UM OUTRO AMOR GLOSA Quando um peito adocicado Se traveste de amargura Esconde em sua armadura UM AMOR PREJUDICADO Traído, triste e drogado Pelo ópio do rancor, Bebe do fel o terror Do tédio, come a procela E sem querer, por tabela PREJUDICA UM OUTRO AMOR (Nizardo) Poesia registrada. Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 09/01/2007
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