C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


PROCURA-SE...
Sumiu deixando um rastro de saudade, Trajando algumas vestes bem pequenas... Não possui nome, lar, e atende apenas Pela alcunha de felicidade... Já vasculhei por todos os lugares: Ruas, vielas, guetos, dunas, bosques... Igrejas, praças, campos e quiosques, Praias, mosteiros e até lupanares... Porém, o vento (Testemunha oculta) Veio em linguagem clara, fria, culta, Isento de doutrinas infelizes... Me advertindo com fidelidade Que nunca viu a tal felicidade, Pois só existem momentos felizes... (Nizardo) Poesia registrada.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 28/12/2006
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