C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

ORGULHO...

Eu sobrevivo às custas de migalhas
De amor, deixadas no caminho estreito
Que se formou entre o teu e o meu peito
Quando trocamos beijos por navalhas...

Porém chegaste a confidenciar
Com um alguém que eu não recordo o nome...
Que também sentes a terrível  fome
Que me angustia e que te faz penar...

Como explicar tal sofrimento ao mundo?
E convencê-lo que este amor profundo
Rendeu-se, ante tão ínfimo marulho?

Assim será por toda eternidade:
- Tu te afogando em mares de saudade,
- Eu me enforcando em árvores de orgulho...

(Nizardo)
Poesia registrada.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 04/01/2007


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