C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
AMOR IDOSO Sonetos 16/10/07 245
ESTRESSE Sonetos 15/10/07 23
MINHA LUZ... Sonetos 13/10/07 62
CONSELHO Sonetos 13/10/07 29
VALORES... Sonetos 13/10/07 37
CALOS DA ALMA... Sonetos 13/10/07 27
AMOR PARTIDO Sonetos 13/10/07 45
AMOR AO LÉU... Sonetos 13/10/07 18
OUTRAS BOCAS... Sonetos 13/10/07 36
MORRER MENTINDO... Sonetos 13/10/07 27
BUSQUEMOS... Sonetos 13/10/07 18
PAIXÕES... Sonetos 13/10/07 42
NA TUA COLA... Sonetos 11/10/07 43
CARÊNCIA... Sonetos 03/10/07 50
DIVA Sonetos 01/10/07 148
MUSA POTIGUAR Sonetos 28/09/07 94
ANJO SEM ASAS Sonetos 28/09/07 92
LÚBRICA Sonetos 27/09/07 44
MEU SOL... Sonetos 25/09/07 93
LILITH Sonetos 25/09/07 45
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