C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


MUSA POTIGUAR Menina meiga e doce que no olhar emite A mágica e sublime sedução exótica Causando em cada canto uma ilusão de ótica No glamuroso encanto que no andar transmite... Sua boca de cetim destila ao salivar, O mel predominante e aliciador Que droga pretendentes com o tão puro ardor Lançado pelo mel da musa potiguar... Seu cheiro de menina eu guardo e sei de cor E embora eu nunca tenha bebido o suor Dessa derme fidalga que causa desejos... Quisera eu se da diva o tão sonhado macho, O fiel escudeiro ou o reles capacho E viver de comer seus lábios e seus beijos... Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 28/09/2007
Alterado em 21/07/2011 Comentários
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