C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


MEU SOL...
 
Desvirginando a madrugada eu te procuro
Vagando inconsciente em busca do teu sol
E eis que aqui me encontro sob o teu lençol;
- Meu ninho de delícias, meu porto seguro...
 
Teu corpo sensual instiga os meus desejos
E a pele de avelã sob o manto de seda
Convida-me sutilmente pra que eu proceda
Seguindo os meus instintos te afogando em beijos...
 
Tu fazes ar de riso e a tua mão me chama
Mandando que eu me deite em tua ardente cama
E beba em tua boca o suco do sarcasmo...
 
 
Que testemunhará as firmes estocadas
Do meu corpo no teu com as pernas entrançadas
Nesse balé carnívoro do nosso orgasmo...
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 25/09/2007
Alterado em 19/11/2010


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras