C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


LÚBRICA
A sensualidade inserida à beleza
Ostentada em seu riso astuto de menina
Valora e mais quilata a alma feminina
Que habitam nessa fêmea de rara beleza.
É fada onipotente e musa inspiradora
Dos que se deliciam em seu olhar sedoso
Que os lança ao fictício pedestal do gozo
Enfeitiçados por sua boca sedutora.
A sua pele exala a essência da tigresa
Que urra na floresta, caça a sua presa
E a abate lentamente sem desvanecer
E segue a linda fera a reinar na floresta
Com um tanto de prazer e amor que inda lhe resta
Pra próxima caçada que ela for fazer.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 27/09/2007
Alterado em 12/02/2015 Comentários
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