C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


NA TUA COLA...
 
Escondo-me nos becos, ruas e esquinas
Apenas e somente pra te ver passando
E nesse desespero fico imaginando
O quanto eu te venero e tu nem imaginas...
 
E em várias madrugadas com o meu peito em brasa,
Ardendo de tristeza, solidão e tédio,
Eu busco em tua voz o meu feliz remédio
E ligo várias vezes para tua casa...
 
E quantas vezes eu me escondo de mim mesmo,
Jogando a minha própria sorte o amor a esmo,
Carpindo a minha dor à lua que consola...
 
Um ser extravagante que vive enganando
O mundo, ao afirmar que tu o estás amando,
E vive por viver, morrendo em tua cola...
 
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 11/10/2007
Alterado em 23/01/2008


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