C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ANJO SEM ASAS
Um anjo mensageiro transformou-se em diva
E veio doar mimos, dengos, paz e agrados
Aos corações sofridos, frágeis, mal amados,
E às almas confortar com sua doçua altiva.
Solícita e dengosa feito uma criança
Ela semeia frutos de brilho e esplendor
Doando seu valioso e infinito amor,
Levando a quem não tem, centelhas de esperança.
Tu és uma menina austera e encantadora,
Uma mulher de fibra, linda e sedutora,
Aquela amiga certa nas horas incertas...
E é por tudo isso que eu te adoro e digo:
- Encontrarás em mim sempre um sincero abrigo
E no meu coração as portas sempre abertas...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 28/09/2007
Alterado em 28/09/2007 Comentários
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