C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
O ÉBRIO... Poesias › Desilusão 25/09/07 36
LIMITES... Poesias › Desilusão 31/08/07 68
TAPA DE LUVAS... Poesias › Desilusão 24/08/07 51
LENITIVO Poesias › Desilusão 21/08/07 32
À MÍNGUA... Poesias › Desilusão 31/07/07 32
PRAGA Poesias › Desilusão 25/07/07 25
RECAÍDA Poesias › Desilusão 23/07/07 55
CHAGAS Poesias › Desilusão 22/07/07 15
SEM SONO Poesias › Desilusão 13/07/07 62
PORTA ABERTA Poesias › Desilusão 17/02/07 50
CILADAS... Poesias › Desilusão 28/12/06 50
Página 2 de 2 1 2 «anterior
Site do Escritor criado por Recanto das Letras