C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


LIMITES...
Eu fiz de tudo pra não me afastar de ti
Mas como nessa vida tudo tem limites,
Não pude conviver com as estalactites
Do teu errôneo mundo, por isso parti...
Não guardarei de ti entraves nem rancores...
Podes dizer pro mundo que eu não valho nada!
Faças de mim um monstro, fiques por coitada
Diante dos teus novos e infiéis amores...
Esqueças do que eu fui, do que eu te dei, de tudo
Que eu te falei nas noites de profundo estudo
No teu corpo (que tolo) eu jurava ser meu!
Destruas minhas fotos, minhas roupas queimes!
E nunca mais me ligues, por favor não teimes
Em querer dar de novo, vida a quem morreu...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 31/08/2007
Comentários
|