C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


 
Roubaram-te o sorriso e enegreceram o rosto
Que outrora transbordava de felicidades
Deixando-te fatias de dor e saudades
Intoxicando-te na ceia do desgosto...
 
E eu também senti na pele a mesma dor
Ao ser roubado e ter a face escurecida
Bebendo o mesmo fel que amargou tua vida
Nesse banquete esquálido do desamor.
 
Levantes desse chão, o pior já passou!
Esqueçamos de quem feriu ou enganou
A nossa alma ingênua e o nosso coração...
 
Segures minha mão, aceites meu consolo,
Lembres-te da guarida que deste a esse tolo
Quando ele aí estava.. Nesse mesmo chão!
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 21/08/2007


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