C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
A SEREIA... Sonetos 10/01/07 30
SAUDADE... Sonetos 10/01/07 65
A CAÇADA... Sonetos 05/01/07 32
VISITA NOTURNA... Sonetos 04/01/07 30
NINFETA Sonetos 03/01/07 73
ÚLTIMA FALA... Sonetos 25/12/06 39
ESCÂNCARA Sonetos 23/12/06 38
ODISSÉIA Sonetos 21/12/06 46
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