C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ESCÂNCARA... Vou confessar-te sem delicadezas: "Rasguei pro mundo imundo e tão fugaz Catapultando a possessão voraz Que advem das minhas profundezas"... Eu fatiei-me em mais de mil pedaços E cada nesga há de espalhar aos ventos, Que eu me rendi aos teus encantamentos E ancorei meu barco em teus abraços... A boca balbucia e a alma jura Que mesmo sob incessante tortura, Teu nome santo não direi em vão... E se quiserem saber quem tu és Devem abrir-me da cabeça aos pés E procurá-la no meu coração! Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 23/12/2006
Alterado em 26/01/2008 Comentários
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