C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
O NÓ QUE NÓS DOIS SE DEMO... Cordel 07/05/07 52
JUSTIÇA COM A PRÓPRIA MÃO... Cordel 27/04/07 130
AMOR PROIBIDO Cordel 08/04/07 1827
ACRÓSTICO Cordel 07/04/07 95
FÊNIX... Cordel 05/04/07 65
SER MULHER É UMA ARTE... Cordel 08/03/07 289
MEU AMOR PELA JUMENTA Cordel 15/01/07 1343
A COBIÇADA CALCINHA... Cordel 13/01/07 266
UM ROMANCE VIRTUAL... Cordel 12/01/07 176
A PLÁSTICA... Cordel 09/01/07 94
POR QUE INSISTO EM TE AMAR? Cordel 04/01/07 287
POR QUE INSISTO EM TE AMAR Cordel 04/01/07 61
EU QUERO A MULHER ERRADA Cordel 24/12/06 986
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