C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


O NÓ QUE NÓS DOIS SE DEMO Foi coisa vinda do céu Pura e doce como mel Nem sequer desconfiemo Que era um causo sagrado Por Jesus abençoado O NÓ QUE NÓS DOIS SE DEMO Pensemo que era bestera Coisa tola, brincadera E aos pouco nos entreguemo E encaremo o disparate Pois num tem cão que disate O NÓ QUE NÓS DOIS SE DEMO Ai de quem se intrometê No amor de eu e você Só de pensá eu se tremo Pois nem mermo satanás Trapáia ô dirmancha mais O NÓ QUE NÓS DOIS SE DEMO Eu drumo e sonho cuntigo E quando tu tá cumigo Choro, grito, berro e gemo Eu te adoro e tu me ama E se arroxa mais na cama O NÓ QUE NÓS DOIS SE DEMO Nós se sente apaixonado Doido, cego e alucinado De tanta paixão que temo E nossos óio briando Só veve denunciando O NÓ QUE NÓS DOIS SE DEMO Pois é, agora lascô-se Quem torceu contra, inganô-se, Pois nós se fortalicemo Esse xamego é concreto, Tu me espreme e eu aperto O NÓ QUE NÓS DOIS SE DEMO Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 07/05/2007
Alterado em 21/04/2008 Comentários
|