C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ACRÓSTICO
S – inta-se bem, acorde radiante, A – spire o ar que o céu te presenteia... B – rilhe, fazendo em cada doce instante A – tua firme pegada na areia... D – eixe teus olhos verem no horizonte O – mundo mágico que conquistaste, A – bsorvendo a brisa em tua fronte B – ebendo amores que tu despertaste... E – te restaures, não te desesperes! N – ão perca nunca a fé em teu talento Ç – elta guerreira, és tu entre as mulheres O – berço esplêndido do sentimento... A – o acordar te olhes no espelho D – izendo ao mesmo que és maravilhosa... O – stente aquele teu batom vermelho P – ondo pra fora essa mulher mimosa... R – ezo por ti e ficarei vibrando A – ogando a Deus que te encha de emoção... T – razendo a mim teus beijos e levando I – nconscientes beijos de paixão... (Nizardo) Poesia registrada. Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 07/04/2007
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