C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


Topiário

Coração bobo que com zelo rega

Toda flor nova que o destino doa

À sua essência que vagueia à toa

Cambaleante, arfante e não se entrega.

Milhões de flores ele regará

Nesse jardim secreto e perfumado

Até sentir o diferenciado

Perfume, que também o escolherá.

O poeta por todas se apaixona

Até chegar a derradeira dona

E resgatá-lo de ilusões inúteis

Celebrando entre o dois novo contrato:

-Que nunca mais despejem no palato

O coquetel letal de amores fúteis!

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 28/09/2026


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