C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


EX...

Que bom que estás feliz ao lado de outra vida,
Com a alma renovada e até, quem sabe, amando...
Embora tu não saibas dizer até quando
Sentirar-te-ás feliz, amada e protegida.

Tu sempre foste assim, mergulhas no apogeu
E sorves com tamanha e falha intensidade
Palavras que nem sabes se são de verdade
Ou mais um coração que partirá o teu.

Desejo-te em dobro o que eu a ti pedia;
- Respeito, lealdade, afeto e companhia,
Compreensão, ternura e até atenção tua...

Mas se te machucares com esse amor a esmo
Procures-me, estou só e continuo o mesmo;
- O mesmo telefone... E habito à mesma rua!

 

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 16/01/2008


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