C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


TEU SONO...
Vejo-te ressonando e adentro devagar
O quarto que te guarda e me sento na cama,
Tocando a tua pele fria que reclama
A falta de um lençol para te agasalhar.
Eu pego um cobertor e te cubro todinha,
Abraçando em seguida o teu corpo sagrado,
E deito calmamente e feliz ao teu lado
Guardando-te com zelo na doce conchinha...
Mas antes de dormir eu agradeço a Deus
Por mais uma noitada preso aos braços teus
E por estares feliz nessa companhia...
Assim que amanhecer, o homem que te ama
Provocará teu riso com o café na cama
E cobrará teus beijos ao raiar o dia.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 29/10/2007
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