C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

FARRAPO
 
Sou eu quem mais te vê e nunca sou notado
E vivo a te falar sem nada ouvir em troca...
Vivendo a te caçar sem nunca achar a toca
E amando-te de graça, pois nem sou amado.
 
Também sou eu aquele que te manda flores
E te oferece músicas nas Fms,
Suando ao te fitar enquanto tu nem tremes
Como seu eu nada fosse entre os teus ex-amores.
 
Sou eu, enfim, quem vive e morre a cada instante
Na condição de amásio, perdoe-me... Ex-amante
E futuro farrapo escravo do teu mel...
 
Pois certamente serei dependente eterno
Do teu amor bandido que me leva ao inferno
E da tua beleza que me lança ao céu.
 
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 20/10/2007


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