C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


PODÓFILO...
Teus seios são divinos e os meus prediletos!
E eu passeio em teu corpo invadindo orifícios,
Pois tu és o maior de todos os meus vícios
E a droga que domina todos os meus gestos.
Amo-te como um louco pelo que tu és
E devoro o teu corpo em todos os sentidos
Por entre devaneios, gritos e gemidos
Beijando a tua derme da cabeça aos pés...
E o meu maior prazer é sentir teus dedinhos,
Morder teus lindos pés e os teus dedos mindinhos
Roçarem meu pescoço te deixando louca...
Coloco as tuas pernas entre as pernas minhas
Alisando-as com mimos, mantendo-as quentinhas
Com os dedos dos teus pés dormindo em minha boca!
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 24/09/2007
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