C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

CLARÃO...
 
Quando a desilusão já tinha se alojado
Em todos os perímetros do meu tormento,
Eis que surge do nada um novo sentimento
E toma um coração a muito tempo ilhado...
 
Já tinha me olvidado de coisas simplórias,
Ciúme, dor, saudade, beijos e abraços,
Toques de língua, pele, calor de outros braços
E tudo que no amor produz lindas histórias...
 
Aí tu me apareces com esse jeito afável,
Teu jeito de menina-mulher (adorável)
E o teu rosto que denuncia o teu sofrer...
 
Escolhas a opção, das duas que vou dar:
- Ou tu aprendes uma forma de me amar
- Ou me ensinas um modo para te esquecer!

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 16/08/2007
Alterado em 05/12/2007


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