C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


TEUS MÉRITOS... Eu nunca vou saber viver sem teus cuidados Se eu fosse definir teu ser numa palavra, Se eu fosse compensar o que já tens me feito, E se depois de tudo, com os olhos vermelhos, Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 29/07/2007
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