C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


MINHA MENINA
És tu a minha musa e o meu maior tesouro! E nada nesse mundo tomará teu canto Da deusa que me habita e canta com o meu canto E chora com meu pranto, transformando-o em ouro. Sou todo teu, leal e fiel feito um cão Eu fico triste e uivo quando tu demoras Pois penso em tua imagem vinte e quatro horas E morro de saudades nessa solidão. Maior que o meu amor, só mesmo o sol que brilha Ou o sentimento que a mãe tem pela filha, Regado com carinho e o brilho da emoção... E eu juro pelo sol que agora me ilumina Que nunca deixarás de ser essa menina Amada e emoldurada em chamas de paixão. (Nizardo) Poesia registrada. Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 01/07/2007
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