C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


NA CAUDA DO COMETA FANTASIA...
Na vida tudo passa, tudo esvai-se... Na alma tudo fica, nada escorre... No corpo, tudo encanta, tudo atrai-se... Nos olhos tudo vive, nada morre... Na noite tudo é pardo, é conflitante... No dia tudo é belo, esplendoroso... Na tarde tudo é mágico, brilhante... No sonho tudo encanta o pezaroso... E assim vamos buscando nos estágios, respostas convincentes nos adágios, Que a vida nos delega a cada dia... Temendo a incerteza do amanhã.... Vivendo hoje o orvalho da manhã... Na cauda do cometa fantasia... (Nizardo) Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 25/06/2007
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