C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


NESSA PÁGINA

Por vezes me lamento em não poder tocá-la...
Sinto-me angustiado... Um tanto impaciente!
E então, pra suportar a dor de não beijá-la,
Visito sua página diariamente.

E nada nesse mundo poderá romper
Os textos que eu digito pra lhe acarinhar
Somente os seus dedinhos poderão deter
Clicando cruelmente em cima de "apagar".

E assim consigo estar feliz, de certa forma,
Perto da sua imagem que brilha e transforma
O meu desejo louco em vã realidade

E saibas que esse doido ou seu fiel devoto
Viaja entre planetas vendo sua foto
E beija sua boca, pra matar saudade!
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 01/06/2007
Alterado em 28/07/2014


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