C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

UM MIMO DO POETA A TODAS AS MÃES...
COLO DE MÃE...



As mãos cansadas que hoje debulham o "terço"

Rezando pelos filhos que tivera um dia,

Fazia-os ressonar no caloroso berço

Em noites que ela mesma nem dormir podia...



O tempo se passou e os tais bebês partiram

Constituindo lares em longínquo solo...

E aos prantos tantas vezes saudades sentiram

Da tua mão amiga e do sagrado colo...



E aqui estou agora, minha mãe querida!

Louvando-te por tudo que és em minha vida

E as vezes que te fiz chorar, mãe, me perdoe...



Devolvo-te chorando o que me deste rindo;

- Exigindo silêncio quando estás dormindo,

- Dizendo quando partes: Mãe, Deus te abençoe!



(Nizardo)

Direitos autorais.

Xerooooooo.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 12/05/2007


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