C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


SE SUMIRES...
Faz dias que eu procuro ao menos teu sorriso... Quem sabe uma palavra, ou frases enganosas... Pois é dessa magia que eu sempre preciso, Pra ter dias felizes... Noites glamourosas... E nessa espera errante o medo me consome, Na busca dolorosa que não tem mais fim... Pois quando teu semblante de repente some, Eu penso que o destino te afastou de mim... Se fores te afastar que o faças com cuidado, Não deixes a sofrer, carente e amargurado, O peito que tremula com você no centro... Se fores me fazer tamanha ingratidão, Cuidado ao magoares este coração, Pois podes te ferir..Já que tu moras dentro! (Nizardo) Direitos autorais. Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 02/05/2007
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