C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

AMOR TOTAL




Respiro, bebo e sorvo como um ser acéfalo

O ar, a carne, o suco e a seiva da epiderme

Que adentrou com destreza e tatuou-me à derme,

O sangue, o coração e uma porção do encéfalo...



E eu amo amar o amor da amada que me ama,

Tornando-me seu servo e ao mesmo tempo mestre

Da flor que enraizada na crosta terrestre

Perfuma o meu viver, meu mundo e minha cama...



Adoro-te, e hei de ter por toda a eternidade

Teu ombro amigo, teu emplastro de bondade,

Pois teu abraço amigo abriga o menestrel...



Que vive pra te amar e ama pra viver

Ao lado desse amor que quando falecer

Ressuscitará rindo no berço do céu...



(Nizardo)

Poesia registrada.

Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 24/04/2007


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras