C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

CÁRCERE SENTIMENTAL...


Isso não é amor, é obsessão!!!
Isso que arde e queima o coração,
Isso que chora um pranto silencioso,
Isso que nem na cama existe mais,
Isso que dói e tanto mal nos faz,
Isso que gera um clima pesaroso...

Esse amor falso, que nós dois fingimos,
Esse repúdio, que não assumimos,
Esse desprezo - "Câncer conjulgal",
Esse silêncio, que nos mata aos poucos,
Esse abandono, que nos deixa loucos,
Esse prelúdio de ponto final...

Essa disputa pelo território,
Essa lembrança amarga, do "Cartório",
Essa aversão, que surge no "depois",
Essa vontade de sair correndo,
Essa amargura, que estamos bebendo,
Essa "Deprê", que mata todos dois...

Vamos criar coragem, conversemos!
E assim talvez, quem sabe libertemos,
Às nossas almas, desse funeral...
Tolhamos logo a grande hipocrisia,
Nos libertando, assim, dessa agonia,
E desse cárcere sentimental!

(Nizardo)
Direitos autorais.
Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 20/04/2007


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