C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

TELEPATIA...




Por onde tu andares sentirás com ardor

Um lembramento doce do fado esquecido

Nas laudas do destino pérfido e bandido

Escrito em tinta-sangue com lápis de dor...



E por onde eu vagar, encontrarei na certa,

Lembranças causticantes que farão minh'alma

Carpir a dor que irá torrar a minha calma

Nas brasas dessa chaga que se encontra aberta.



Mas se sentires sede de mim, no horizonte,

Sussurres, e eu farei u'a indestrutível ponte,

Com as pedras que sobraram dos nossos escombros...



E transporei sorrindo a barreira do som,

Tele-guiado apenas pelo teu batom

E o cheiro do teu corpo, que eu trarei nos ombros...



(Nizardo)

Direitos autorais.

Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 18/04/2007


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