C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

FOME DE TI...




Eu sinto o teu perfume que me exalta ao céu

E ouço o teu sussurro através das colinas

Tocado pelas flautas doces e divinas

Dos teus lábios de rosa que destilam mel...



E passo em frente às tuas vistas várias vezes

Com o meu olhar pidão que te oferece a luna,

Preenchendo em meu peito essa infernal lacuna;

- Efeito desse amor que me tortura há meses...



E o que fazer diante desse desatino?

Mostrar a essa menina a paixão de um menino

Que se recolhe em sua insignificância?



Não me perdoarei se acaso essa omissão

Permitir que minh’alma, o corpo e o coração

Sepultem meu amor na cova da distância...



(Nizardo)

Poesia registrada.

Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 15/04/2007


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras