C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

O BEIJO...




O ato de tocar com leve sucção

À face, à boca, à língua, o corpo simplesmente...

É prova irrefutável de um amor vigente

Doado pela boca e dado ao coração...



Esse perfeito encaixe de lábios famintos

Nos deixa extasiados e o sangue fervilha

Subindo pelas pernas, provoca a virilha

E lança a nossa fera à tara dos instintos...



E as almas se entrelaçam prazerosamente

Aos sonhos reprimidos, fetiches latentes

Na doce profundeza das paixões lascivas...



As bocas se unificam e os olhos se fecham,

Enquanto as mãos afagam as costas e deixam

O mundo se afogar no lago das salivas...


http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=19754317


(Nizardo)

Poesia registrada.

Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 13/04/2007


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