C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

CORAÇÃO CARENTE E PROSTITUTO...


Se entrega facilmente, em colossais delícias...
Se vende e se corrompe em beijos e abraços...
Se atira sem pensar, no fogo dos abraços...
Se rende à sedução "caliente" das carícias...

Se doa e se apaixona em troca de um afago...
Se ilude com palavras, com juras de amor...
Se encanta com sussurros de infinito ardor...
Se afoga muitas vezes num único trago...

Se abre ao leve toque de qualquer carinho...
Se troca por qualquer adúltero caminho...
Se embrenha muitas vezes, num jardim astuto...

Se curva fielmente em busca de prazer...
Se enlaça lealmente, sem nunca esquecer...
Se chama: "coração carente e prostituto".

(Nizardo)
Poesia registrada.
Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 11/04/2007


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