C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


O PRECIPÍCIO...
Que culpa eu tenho de sentir as dores, Ou de viver me lamentando à-toa? Será que existe u'a única pessoa, Que não lamente a perda dos amores? Quantos se vestem de felicidade E no entanto, nem pele tem mais? Quantos juraram "paixões imortais", E são felizes na infidelidade? Fácil julgar! Difícil é ter coragem, De desistir da infeliz viagem, Rumo ao incerto e ao desconhecido... É bem melhor tropeçar no início, Do que cair depois no precipício Do amor doente, pálido e fingido... http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=19754317 (Nizardo) Poesia registrada. Xerinho.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 09/04/2007
Alterado em 30/06/2007 Comentários
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